Foto/Google Maps - Escola Municipal Professor Gabriel Prestes, no bairro Vila Rosa.

Já no segundo semestre de 2025, Palmeira deve ter em funcionamento a sua primeira Escola Municipal Cívico-Militar, voltada a crianças do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental — ou seja, alunos entre 6 e 10 anos de idade. A unidade escolhida para o projeto-piloto é a Escola Municipal Professor Gabriel Prestes, no bairro Vila Rosa.

A proposta do modelo, aprovada pela Câmara Municipal em 2023, deve ser colocada em prática após o recesso escolar de julho.

Em contato com a secretária municipal de Educação, Dirlene Aparecida Delfrate, por meio do Departamento de Comunicação da Prefeitura de Palmeira, a CRUZEIRO questionou a existência de estudos técnicos que embasem a implantação do modelo. Em resposta, a secretária afirmou que os estudos foram realizados na área estrutural, e que foram identificadas necessidades de adequações legais e de estrutura para viabilizar as mudanças previstas.

Entre as mudanças exigidas está a criação de cargos exclusivos para militares, como diretor e assessor, ainda não previstos na estrutura administrativa vigente. A Prefeitura informa que o projeto de lei com essas alterações está em fase final de tramitação e será reenviado ao Legislativo para aprovação definitiva.

De acordo com a secretária, o modelo visa integrar a gestão civil e militar, priorizando escolas com desafios como baixa frequência e alto índice de vulnerabilidade social.

O jornalismo da CRUZEIRO também questionou a Secretaria de Educação sobre as alterações previstas no currículo escolar e quais novidades seriam oferecidas aos alunos, além do conteúdo convencional. Em resposta, a informação é de que a principal mudança será a inclusão do componente “Cidadania e Civismo”, que passará a ser obrigatório para todos os estudantes da unidade.

O Manual das Escolas Cívico-Militares Municipais orienta que a formação dos alunos deve equilibrar “firmeza e acolhimento”, uma proposta que, segundo a secretaria de educação, recebeu aprovação da comunidade, contudo também gera preocupação entre educadores e entidades sociais, principalmente pelo fato de envolver crianças em um modelo com hierarquia rígida e normas de conduta militares.

A expectativa da Prefeitura é que a escola já funcione no novo formato logo após o recesso escolar deste mês de julho, marcando uma nova fase da educação municipal e acendendo o debate sobre os limites entre disciplina e educação de crianças.

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