Principal entidade de produtores de soja nos Estados Unidos, a American Soybean Association enviou um pedido de socorro ao presidente Donald Trump, afirmando que a soja brasileira tomou o lugar do grão anorte-mericano nas encomendas da China.
O motivo é a tarifa de retaliação de 20% que a China aplicou na soja do país, o que tornou a produção brasileira muito mais competitiva.
Na carta enviada a Trump, a entidade afirma que os produtores norte-americanos estão à beira de um precipício comercial e financeiro e pede que a Casa Branca priorize o tema nas negociações com Pequim.
A China, o maior comprador de soja do mundo, está se voltando para as cargas brasileiras em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos e às negociações em andamento.
O país ainda não fez a pré-compra de soja da próxima safra norte-americana, um atraso incomum que preocupa comerciantes e agricultores.
A carta da associação diz que os produtores de soja estão sob estresse financeiro extremo, que os preços continuam caindo e os agricultores estão pagando muito mais por insumos e equipamentos.
Complementa, afirmando que os produtores de soja dos Estados Unidos não podem sobreviver a uma disputa comercial prolongada com seu maior cliente.
A mudança da China para a soja brasileira pode custar bilhões aos agricultores estado-unidenses.
A China comprou 54% das exportações de soja dos Estados Unidos na campanha de 2023-2024, no valor de US$ 13 bilhões e 200 milhões, de acordo com a associação.
As importações de soja pela China atingiram um recorde em julho deste ano.
Os preços da soja subiram depois de uma postagem de 11 de agosto de Trump pedindo à China que quadruplicasse suas compras de soja.
No entanto, os agricultores disseram que duvidavam que um aumento tão grande fosse possível.
A carta diz que quanto mais se avançar sem chegar a um acordo com a China sobre a soja, piores serão os impactos para os produtores de soja dos Estados Unidos.































