A retirada de antibióticos das farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros e do interior de Palmeira tem gerado críticas entre usuários do sistema. Nas redes sociais, moradores relatam dificuldades para retirar os medicamentos, uma vez que a dispensação passou a ser concentrada na Farmácia Central e no Pronto Atendimento.
Uma das principais queixas refere-se à necessidade de deslocamento até a região central, especialmente por pacientes sem transporte próprio ou responsáveis por crianças. Houve também relatos de situações em que a primeira dose não foi administrada no atendimento de urgência, contrariando a orientação clínica de início imediato do tratamento.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mudança segue determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC nº 44/2010) e da Lei nº 13.021/2014, que estabelecem a obrigatoriedade da presença de farmacêutico na dispensação de antibióticos. Como nem todas as UBS contam com esse profissional de forma permanente, a entrega foi centralizada.
A secretária de Saúde, Kamila Sanson, esclareceu que os medicamentos continuam disponíveis no Pronto Atendimento e na Farmácia Móvel instalada em frente ao local, em horário estendido. No interior do município, segundo ela, a distribuição é realizada diariamente por enfermeiros. Sobre os casos em que não houve aplicação da primeira dose, a gestora informou que será necessário verificar se o fármaco prescrito integra a lista padronizada do hospital, em conjunto com a direção da Santa Casa.
Enquanto a administração municipal afirma cumprir a legislação sanitária, parte da população argumenta que a medida dificulta o acesso ao tratamento e sugere alternativas, como a contratação de farmacêuticos para atuação nas unidades básicas.































