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Publicadas na quarta-feira (17), as atas do Conselho de Educação revelam um cenário de descaso e falta de apoio às instituições de ensino do município. Durante a reunião realizada em 25 de agosto, diretores de escolas e CMEIs apresentaram cartas de repúdio à Secretaria Municipal de Educação (SME), denunciando o déficit de profissionais e a ausência de posicionamento da pasta frente aos problemas enfrentados.

Danieli, diretora do CMEI Vereador Rubens Borkoski, destacou a falta de empatia por parte dos profissionais da SME e a carência de pessoal qualificado em sua instituição. Talita, diretora do CMEI Cristo Rei, reforçou que a ausência de suporte está adoecendo as equipes e impossibilita o atendimento adequado a alunos com necessidades especiais, já que os serviços do Setor de Educação Especial e Inclusão não estão sendo realizados como deveriam. Ela ainda apontou que profissionais da escola têm sido utilizados em funções alheias às suas atribuições, caracterizando desvio de função.

Luciane, da Escola Municipal do Campo de Santa Bárbara, afirmou que o déficit de professores aumentou com o remanejamento de profissionais para escolas de Jornada Ampliada, além da falta de suporte técnico e de um auxiliar administrativo essencial para o funcionamento da escola. Patrícia, diretora do CMEI Recanto dos Pequeninos, manifestou repúdio ao que classificou como “descaso com a educação pública” e destacou a dificuldade de realocação dos alunos durante a reforma da sede da instituição, atualmente atendidos em salas pequenas e quase insalubres na igreja do bairro.

Outras diretoras relataram problemas de comunicação, falta de assessoramento pedagógico e divergências na transmissão de informações, que frequentemente chegam primeiro aos professores do que às equipes gestoras, gerando conflitos internos. Situações críticas foram mencionadas, incluindo professores chorando devido à sobrecarga e falta de profissionais.

Representando a SME e o Poder Executivo, Isabela reconheceu que há conhecimento sobre a falta de pessoal, mas alegou que a contratação depende da liberação de órgãos superiores. Ela se comprometeu a levar as cartas de repúdio à secretaria e dialogar com a gestão sobre os principais pontos levantados pelas instituições de ensino.

O Conselho de Educação manifestou solidariedade às escolas e CMEIs, enquanto as diretoras reforçaram a necessidade de reuniões de alinhamento e maior apoio da SME para enfrentar os problemas estruturais e de pessoal.

O jornalismo da Cruzeiro FM 98.3 entrou em contato com a Secretaria de Educação, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Palmeira, solicitando um posicionamento da chefe da pasta, Dirlene Delfrate. Até o momento, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

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