O horário de verão seguirá fora do calendário brasileiro em 2025, segundo o Ministério de Minas e Energia.
Suspenso desde 2019, a alegação da pasta é que as atuais condições dos reservatórios e a estabilidade do sistema elétrico tornam improvável a retomada da medida no curto prazo.
A decisão foi reforçada após reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro, com base em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Embora o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tenha mencionado a possibilidade de reativar a medida ao longo do ano, o governo avalia não haver risco de escassez energética até, pelo menos, fevereiro de 2026.
Em nota, o Ministério afirmou que o tema é “permanentemente avaliado”, mas destacou que a atual situação do SIN (Sistema Interligado Nacional) garante o pleno atendimento à demanda.
Criado visando economizar energia ao ampliar o aproveitamento da luz solar, o horário de verão perdeu efetividade ao longo dos anos.
Desde meados da década passada, o pico de consumo deixou de ocorrer à noite e passou a se concentrar no meio da tarde — período de maior uso de ar-condicionado e equipamentos de refrigeração.
Esse deslocamento reduziu o impacto da medida sobre o consumo e comprometeu sua justificativa técnica.
Por isso, desde a suspensão do horário de verão, em 2019, o retorno é considerado somente uma alternativa emergencial em cenários de crise hídrica, o que não se configura atualmente.































