Apesar do anúncio feito pela Sanepar em outubro sobre obras para ampliar o sistema de abastecimento de água em Palmeira, moradores do município seguem enfrentando interrupções frequentes no fornecimento, especialmente em períodos críticos como a semana e a véspera do Natal. As reclamações têm sido constantes nas redes sociais e revelam indignação com a recorrente falta de água aliada a contas consideradas altas pela população.
A obra anunciada pela companhia previa a interligação de uma nova adutora de água tratada ao sistema de abastecimento da cidade. A tubulação, com 150 milímetros de diâmetro e cerca de um quilômetro de extensão, conecta a Estação de Tratamento de Água (ETA) ao reservatório localizado no Jardim das Araucárias. Segundo a Sanepar, a nova adutora se soma a outras melhorias estruturais em andamento, com a promessa de ampliar em aproximadamente 22% a vazão de água disponibilizada à população de Palmeira.
O gerente regional da Sanepar, José Geraldo Machado Filho, chegou a afirmar que o incremento no volume de água teria impacto positivo no abastecimento do município. No entanto, na prática, moradores relatam que a situação pouco mudou.
Um dos desabafos que repercutiram nas redes sociais foi publicado por Rosimara Adames, que questiona a ausência de água em pleno fim de semana: “Meu Deus, cadê a água, Sanepar? Que vergonha. A gente paga tão caro o talão pra ter água nem no final de semana pra limpar a casa.”
Outros moradores também relatam problemas semelhantes. Jeanice Cruz criticou a postura da companhia: “Ah! Mas para a Sanepar vir na casa dos pobres e inventar que tem que ter uma segunda caixa de gordura eles são ótimos. Sem contar que isto é invasão de propriedade.”
Na rua José Rigoni, a falta de água, segundo Joslaine Aparecida Ferreira, é diária. “Aqui nunca tem água. Queria que a Sanepar me explicasse por que vem um valor alto no meu talão se nunca tem água. O que estão cobrando tanto?”, questiona.
Aline Araújo relata que a situação se agravou justamente na véspera do Natal: “Difícil mesmo. Na véspera do Natal deixaram nós sem água. Voltou só às oito horas da noite. Pagar a gente tem que pagar, né?”
Larissa Gomes Oliveira das Neves destaca o impacto na rotina de quem trabalha durante a semana: “A gente só tem o final de semana pra fazer as coisas e ainda acaba a água. Fora que volta fraca de tarde.”
Já Antônio Andrade afirma que, além da instabilidade no fornecimento, o valor cobrado é excessivo: “Na minha casa veio R$ 370 de água e sempre falta água aqui também. A conta tem que pagar, senão cortam. E a falta de água continua.”
Diante do volume de reclamações, moradores cobram explicações mais claras da Sanepar sobre os motivos das interrupções constantes, os prazos para normalização efetiva do abastecimento e os critérios de cobrança aplicados nas faturas, especialmente em locais onde a água não chega de forma regular.
Até o momento, a insatisfação popular segue crescendo, enquanto a população aguarda que as obras anunciadas se traduzam, de fato, em água nas torneiras.




























