Apesar das promessas feitas pelo Executivo Municipal, a licitação para a obra de pavimentação da estrada do Quero-Quero não foi aberta até o encerramento do mês de dezembro de 2025, conforme havia sido informado oficialmente pela Prefeitura de Palmeira à população.
Ao longo do ano, diferentes justificativas foram apresentadas para explicar o atraso no início do certame. Inicialmente, o Município informou que o cronograma seria impactado pela necessidade de readequação do projeto original, que previa pavimentação com pedras do tipo paver. Segundo a Prefeitura, o projeto passou por alterações para adotar um modelo de pavimentação mais resistente e durável, adequado às condições da via.
Ainda no primeiro semestre, a demora passou a mobilizar moradores da região do Quero-Quero. Em resposta às cobranças, o prefeito Altamir Sanson (PSD) afirmou que o atraso estava relacionado à busca por uma alternativa de financiamento para a obra. Na ocasião, o objetivo seria substituir a fonte de recursos inicialmente prevista.
O projeto, em um primeiro momento, seria viabilizado por meio de uma operação de crédito — um empréstimo firmado entre a Prefeitura de Palmeira e o Governo do Estado do Paraná — que exigiria pagamento posterior por parte do município. No entanto, em outubro, o prefeito anunciou uma mudança significativa: os R$ 11 milhões destinados à pavimentação seriam repassados pelo Governo do Estado a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de devolução dos recursos aos cofres públicos municipais.
A expectativa gerada com o anúncio, porém, não se concretizou até o fim do ano. O edital de licitação não foi publicado, frustrando moradores e produtores rurais que utilizam diariamente a estrada do Quero-Quero, considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento da população da zona rural.
Procurada pela reportagem da Cruzeiro na segunda-feira (05), a Prefeitura de Palmeira informou que o atraso, desta vez, ocorre porque o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) ainda não concluiu a análise técnica e a aprovação final do projeto. Segundo o Executivo, o engenheiro Aldemar Viante protocolou a documentação necessária no Tribunal, mas o órgão estadual teria registrado um volume atípico de projetos ao longo do último ano, o que ocasionou demora nas análises.
Nesta quarta-feira (07), a Prefeitura de Palmeira entrou novamente em contato com a reportagem da Cruzeiro para corrigir a informação repassada anteriormente. Segundo o Executivo, houve um equívoco ao citar o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e esclareceu que a análise técnica e a aprovação final do projeto são de responsabilidade do Paraná Cidades, e não do Tribunal. A administração municipal não informou se essa correção altera os prazos já mencionados para a liberação do projeto.
De acordo com a Prefeitura, assim que o projeto receber a aprovação do TCE, o processo de licitação será imediatamente iniciado. A Prefeitura não informou datas e nem novo cronograma da obra.




























