Moradores da localidade do Lago, cerca de 60 famílias, são afetados diariamente pelos efeitos de obras de pavimentação em concreto da PR 151, que corta a colônia.
Recentemente, dizem ter sido surpreendidos pelo projeto de revitalização da rodovia, conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).
Hoje, vivem situações como falta de água devido a rompimento da tubulação da rede de abastecimento; falta de luz devido a fiação danificada por máquinas; acesso às residências interrompido; demora para sair ou chegar em casa, além de outras.
Segundo informação que receberam do DER, houve uma audiência pública online em 2024, mas alegam que nenhum morador da foi comunicado e, por isso, não participaram.
O projeto que contestam prevê a demolição de sete casas e de 33 muros, com obras que avançam a poucos metros das residências em intervenções que já estão causando transtornos diários, de acordo com os moradores.
Em redes sociais, um registro diz que as máquinas já estão trabalhando dentro da comunidade, buracos sendo abertos em frente às casas, rede de água rompida diversas vezes, moradores ficando sem abastecimento, barreiras na rodovia que transformaram um trajeto de 15 minutos até a cidade de Palmeira em até duas horas, crianças estão chegando atrasadas à escola e trabalhadores estão sendo prejudicados.
Na semana passada, uma reunião na superintendência regional do DER, em Ponta Grossa, com presença do prefeito Altamir Sanson e vereadores, não teve resultados visíveis, segundo os moradores.
No Lago, os moradores dizem não ser contra as melhorias e maior segurança na rodovia.
O que questionam é o fato de não terem sido ouvidos e as decisões tomadas sem diálogo com quem vive na localidade há gerações.
São contra, também, a ameaça de que, caso questionem o projeto, a responsabilidade por eventuais acidentes recaia sobre os moradores.
Reforçam dizendo que a Colônia do Lago não é apenas um trecho de rodovia, é uma comunidade histórica, com quase 150 anos.
No entanto, terão que conviver com os transtornos provocados durante a execução das obras, que têm previsão de conclusão para 2027.





























