Na terça-feira, o presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Wilson Bley Lipski, discutiu investimentos e ações voltadas ao abastecimento de água com lideranças políticas e empresariais de Ponta Grossa.
O encontro contou ainda com a participação da diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte, e do diretor de Meio Ambiente da companhia, Fernando Guedes.
O principal tema da reunião foi o novo sistema de captação de água para Ponta Grossa, por meio da futura adutora do Rio Tibagi.
Segundo a Sanepar, o processo de licitação da nova adutora será aberto até o final deste ano.
O projeto aguarda apenas a emissão da licença ambiental pelo Instituto Água e Terra (IAT) para que a licitação seja iniciada.
Após a contratação da obra, a previsão é de aproximadamente três anos para a conclusão dos trabalhos.
O novo sistema permitirá ampliar em cerca de 50% a capacidade de captação de água em Ponta Grossa.
A informação é boa para Palmeira, uma vez que o rio Tibagi tem nascente no município, que está geograficamente acima do local onde será construída a adutora.
Isso, de acordo com a lei de 1991 que instituiu o ICMS Ecológico no Paraná, deve garantir um significativo incremento nos valores repassados para Palmeira.
No ano passado, Palmeira teve repassados R$ 549 mil de ICMS Ecológico, apenas por biodiversidade, contando com sete unidades de conservação.
Quando passar a receber por manancial de abastecimento, estima-se que, em valores de hoje, teria repasses de até R$ 15 milhões a mais por ano.
Essa estimativa tem como base valores do ICMS Ecológico recebidos por municípios como Carambeí e Castro, que contam em seus territórios com mananciais de abastecimento de Ponta Grossa, que são o rio Pitangui e a represa de Alagados.




























