O deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), questionou o Governo do Estado sobre a concessão de isenções fiscais a empresas do setor de combustíveis.
Após investigação da Polícia Federal sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), o nome de uma empresa paranaense com isenção de quase R$ 300 mil chamou a atenção do parlamentar.
O governo do Estado tem 30 dias para responder à cobrança feita por Requião Filho, segundo a Lei de Acesso à Informação.
Nos documentos encaminhados ao governador Ratinho Junior e ao secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o deputado pede acesso a relatórios, contratos e processos que autorizaram a empresa Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda. a receber incentivos fiscais no Paraná.
A empresa, com sede em Umuarama, uma filial em Araucária e outras sete fora do estado, aparece entre as distribuidoras de combustíveis utilizadas pelo PCC para movimentar dinheiro.
Já a deputada estadual Ana Júlia (PT) cobrou informações do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) sobre a fiscalização dos 46 postos de combustíveis no estado citados na Operação Carbono Oculto, da Receita Federal, que identificou um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que teria ligação com a facção criminosa PCC.
Segundo a parlamentar, é atribuição do IPEM zelar pelo consumidor paranaense, mas causa estranhamento que apenas agora, com a presença de órgãos federais, tenha sido exposto um esquema tão amplo de fraudes em postos de combustíveis.
Ela, disse, ainda, que é importante entender se o Instituto tinha conhecimento de indícios dessas irregularidades e quais medidas foram tomadas ao longo do tempo.


























