
Com 148 anos de existência, o pão no bafo de Palmeira conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi divulgado nesta terça-feira (16).
Com a conquista, agora são dois produtos palmeirenses que contam com selo de IG. Anteriormente, o queijo colonial de Witmarsum já havia conquistado o selo
A nova conquista é resultado de um trabalho conjunto entre produtores, Sebrae/PR, Prefeitura de Palmeira, Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e a comunidade local.
O processo envolveu ações de mobilização, capacitações e a criação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo), responsável pela gestão e promoção da Indicação Geográfica.
O selo de Indicação de Procedência agrega valor, estimula o turismo e a gastronomia local e abre novas oportunidades de renda para as famílias da região.
A certificação garante proteção ao uso da denominação, estabelece critérios para sua utilização e amplia a visibilidade do produto e do município.
A formação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo) também fortalece a organização dos produtores em torno da preservação da tradição gastronômica local.
O Pão no Bafo é parte da história da cidade bicentenária de Palmeira, fundada em 1819.
A iguaria chegou à região em 1878 com imigrantes russo-alemães que se estabeleceram em comunidades de Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.
A receita é preparada com três ingredientes principais: carne suína, repolho e pães cozidos no vapor, todos em camadas dentro da panela.
A história de quase 150 anos do prato em solo paranaense foi o bastante para que o alimento se tornasse um dos principais símbolos gastronômicos do Paraná.
A exemplo disso, em 2015, o prato foi reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira.
A proposta foi formalizada após a verificação de que o preparo se enquadrava na legislação vigente do Ministério da Cultura e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio imaterial, o primeiro da cidade.
Mais dois
O queijo porungo é um produto de Palmeira que já tem processo em andamento para pedido de reconhecimento da Indicação Geográfica junto ao INPI, assim como o porco moura, em fase inicial. Com o avanço dos processos de IG, Palmeira poderá contar, em breve, com mais produtos com identificação.
Atualmente, o Município reconhece outros patrimônios imateriais, como a gengibirra, gasosa paranaense produzida à base de gengibre que começou na Colônia Cecília, a comunidade experimental anarquista protagonizada por imigrantes italianos no final do século 19.
No cenário musical, Palmeira conta com a fanfarra Arthur Orlando Klass, do Colégio Estadual Dom Alberto Gonçalves, e a banda Lira Celeste, da Igreja Assembleia de Deus.
Ainda, o idioma próprio da Colônia Witmarsum, o Plautdietsch, foi o último reconhecimento de patrimônio imaterial do município, realizado em 2020.



























