Foto/Divulgação - Rua dos Lírios - Núcleo João Paulo II

Moradores dos bairros Rocio I e João Paulo II voltaram a procurar a reportagem da Rádio Cruzeiro para denunciar problemas na coleta de resíduos recicláveis em Palmeira. Segundo os relatos, há cerca de três semanas o serviço não é realizado, provocando o acúmulo de materiais nas residências e nas vias públicas.

Nesta quinta-feira (11), moradores do João Paulo II colocaram os recicláveis em frente às residências, acreditando que a coleta seria realizada. No entanto, mais uma vez o caminhão não passou pelo bairro. Com isso, diversas ruas ficaram tomadas por sacos e materiais recicláveis, que durante a noite acabam sendo revirados por cães, espalhando o lixo pelas calçadas e vias públicas.

A situação ocorre mesmo após a Prefeitura de Palmeira publicar, na edição do último dia 03 do Diário Oficial do Município, o extrato do contrato com a nova empresa responsável pela coleta, transporte e destinação final dos resíduos recicláveis.

A mudança aconteceu após a empresa JJ Transportes e Terraplanagens, de Balsa Nova, que executava o serviço desde outubro de 2025, solicitar o distrato do contrato firmado com o município.

Agora, por meio de processo administrativo decorrente de Pregão Eletrônico realizado em 2025, a Prefeitura formalizou a contratação da empresa Masil Comércio e Locação de Ferramentas, sediada em São Mateus do Sul, que passa a ser a responsável pela execução do serviço.

Diante das reclamações dos moradores e da ausência da coleta, a reportagem da Rádio Cruzeiro procurou o secretário municipal de Meio Ambiente, Joslei Siquinelli, por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, para esclarecer a situação.

Entre os questionamentos encaminhados estavam: se a nova empresa já iniciou suas atividades; se a empresa anterior deveria manter a coleta até a efetiva transição dos serviços; quais os motivos para a interrupção da coleta; qual a orientação aos moradores que estão com resíduos acumulados há semanas; e se haverá alguma ação emergencial para recolher os materiais que permanecem espalhados pelas ruas do João Paulo II.

Até o fechamento desta matéria, nenhum esclarecimento havia sido encaminhado à reportagem. Enquanto isso, moradores seguem convivendo com o acúmulo de recicláveis e cobram uma solução urgente para o problema.

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