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Faltam exatos 23 dias para o 1º turno das Eleições 2026, e, nos bastidores da Justiça Eleitoral, o ritmo é de contagem regressiva para movimentar uma frota recorde de urnas eletrônicas.

Para dar conta desse desafio em um país continental, com mais de 158,7 milhões de eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) amplia, a cada pleito, o número de urnas utilizadas.

O contingente passou de 471 mil urnas em 2022 para cerca de 560 mil equipamentos preparados para o pleito de 2026.

Essas mais de 500 mil máquinas sairão dos depósitos da Justiça Eleitoral até chegar, inteiras e seguras, aos locais de votação.

Tudo começa na sede do TSE, em Brasília.

Após meses de auditorias e testes abertos, os programas que rodam na urna são compilados, assinados digitalmente e lacrados publicamente.

As chaves de segurança são armazenadas em mídias criptografadas, que seguem para todos os tribunais regionais eleitorais do país.

Nos cartórios eleitorais, acontece a geração das mídias e carga das urnas.

Os técnicos inserem, nos cartões de memória, a lista oficial de candidatas e candidatos e a relação de eleitoras e eleitores de cada seção.

Os dados são então transferidos para a urna eletrônica, que recebe lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda. Se houver tentativa de retirar o lacre, uma inscrição fica visível, indicando que o acesso foi violado.

Com as máquinas prontas e embaladas em caixas de alta resistência, entra em cena um plano de transporte que combina tecnologia, logística e esforço humano, com o transporte das urnas por terra, água e ar, em todas as regiões do país, nos estados e municípios.

No sábado anterior à eleição, presidentes de mesa e equipes técnicas da Justiça Eleitoral recebem os equipamentos nos locais de votação.

A urna é conectada à tomada e à bateria interna de emergência, testada e ligada.

No domingo da eleição, antes do início da votação, o presidente da mesa receptora emite a zerésima, relatório impresso que comprova que não há votos registrados na urna.

Dentro de 23 dias, mais de 560 mil urnas estarão exatamente onde precisam estar. Essa é uma grande operação, que atravessa o Brasil profundo para garantir que a distância nunca seja um obstáculo ao exercício da cidadania.