O Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico de Palmeira avançou nas discussões para o reconhecimento e a inscrição de bens e manifestações como Patrimônio Cultural Imaterial do município.
Durante reunião realizada no dia 15 de setembro, foram analisadas propostas relacionadas à Casa do Monjolo, ao Queijo Purungo, à Colônia Cecília e ao Plantio Direto na Palha.
No caso da Casa do Monjolo, foi apresentada a fundamentação para o reconhecimento dos saberes e fazeres do terreiro como Bem Cultural Imaterial. A tradição tem origem na década de 1920, em Porto Amazonas, e chegou a Palmeira na década de 1970. Mantida por gerações, a Casa preserva práticas religiosas, cantigas, rezas, benzimentos, uso tradicional de ervas, toques, danças e outros saberes de matriz afro-brasileira. O material será analisado pelos conselheiros antes de uma deliberação.
Também foi discutida a inscrição do Queijo Purungo como Bem Cultural Imaterial. Os conselheiros reconheceram a importância histórica e cultural do produto para Palmeira. A proposta será levada pela conselheira Ana Cristina Bittencourt ao Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira, para apreciação e posterior retorno ao Conselho. O queijo está associado à tradição gastronômica do município e a saberes transmitidos entre famílias, com uma história ligada à imigração italiana.
Outra proposta tratada na reunião foi a da Colônia Cecília. O Conselho analisou os fundamentos para o reconhecimento da comunidade como Bem Cultural Imaterial e aprovou o prosseguimento dos procedimentos. Fundada em 1890, na localidade de Santa Bárbara, a Colônia foi uma experiência comunitária de inspiração anarquista, idealizada pelo italiano Giovanni Rossi. Mesmo com duração de apenas alguns anos, a experiência deixou uma marca importante na história de Palmeira e do Paraná.
O Plantio Direto na Palha também avançou no processo de reconhecimento como Bem Cultural Imaterial. Os conselheiros aprovaram o prosseguimento do pedido após a análise da proposta e do texto que deverá fundamentar o processo. Palmeira tem uma trajetória de destaque na história do sistema nos Campos Gerais, especialmente a partir da atuação dos produtores Manoel Henrique Pereira, o Nonô Pereira, e Franke Dijkstra, na década de 1970.
Segundo o Conselho, os processos buscam valorizar e preservar saberes, práticas, produtos e referências que fazem parte da história e da identidade cultural de Palmeira, contribuindo também para a transmissão desses bens às próximas gerações.



























