Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Palmeira realizada na terça-feira (21), o presidente do Legislativo, Diego Zanetti (Republicanos) abriu os trabalhos com uma fala voltada à comunidade que acompanhava a reunião presencialmente e pelas redes sociais. Em tom de transparência e diálogo, Zanetti explicou as razões que levaram ao arquivamento do projeto de lei que previa o reajuste dos subsídios dos vereadores para a próxima legislatura.
Segundo o parlamentar, a decisão de arquivar não encerra o debate, mas o amplia, abrindo espaço para que o tema volte a ser discutido futuramente “com diálogo, maturidade e participação social”. O presidente também destacou que o projeto foi uma obrigação legal prevista na Constituição e que tratava apenas da próxima legislatura, sem qualquer impacto imediato.
A seguir, o texto foi lido na íntegra durante a sessão:
Boa noite, senhoras e senhores.
Colegas vereadores, servidores e cidadãos presentes.
Quero começar reconhecendo algo importante: a presença de vocês aqui hoje.
A participação popular fortalece esta Casa.
Mas deixo um pedido — que essa presença não se limite a momentos de tensão ou pautas polêmicas, como a do subsídio.
Que venham também para somar, para acompanhar projetos da saúde, da educação e de outras áreas importantes da sociedade.
O Projeto de Lei 6588 foi uma iniciativa conjunta de todos os vereadores.
Não foi um ato isolado.
Foi o cumprimento de uma obrigação legal, prevista na Constituição e exigida pelo Tribunal de Contas.
Fixar os subsídios da próxima legislatura é um dever, não uma escolha.
Se não o fizermos, o Legislativo pode ser penalizado.
O objetivo do projeto não era um simples aumento.
Era discutir valorização.
Pensar em um futuro com vereadores cada vez mais preparados e comprometidos.
Porque um valor sem revisão há mais de treze anos não incentiva pessoas qualificadas a se candidatarem e servirem à comunidade.
É importante lembrar: o poder não pertence a esta Mesa.
O poder emana do povo.
É a população que escolhe quem ocupa cada cadeira deste plenário.
E, independentemente do valor do subsídio, cada voto continua sendo a maior ferramenta de mudança.
Também é essencial esclarecer: o projeto não traria qualquer impacto imediato.
Tratava dos valores para a PRÓXIMA LEGISLATURA, após NOVAS ELEIÇÕES.
Ou seja, os eleitores teriam o poder de decidir quem faria jus ao novo valor.
Quero, neste momento, fazer um convite à população.
Em pautas polêmicas como esta, o Legislativo costuma ser alvo de muitas críticas — algumas justas, outras nem tanto.
Mas convido cada cidadão a conhecer mais de perto o trabalho desta Casa.
Acompanhar o dia a dia dos vereadores e servidores.
Ver as conquistas, os desafios e também as frustrações de quem trabalha por Palmeira.
Tenho certeza de que muitos se surpreenderiam e construiriam uma nova visão sobre o papel do Legislativo.
Dito isso, reconhecemos o momento e ouvimos a voz da população.
A MESA DIRETIVA, EM CONSENSO COM TODOS OS VEREADORES, decidiu arquivar o projeto. Foi uma decisão técnica, responsável e tomada com base no interesse público e na transparência.
O arquivamento não encerra o debate — ele o amplia.
Abre espaço para que, no futuro, possamos discutir o tema com diálogo, maturidade e participação social.
Recuar não é sinônimo de fraqueza ou de irresponsabilidade quando se trabalha com honestidade e seguindo os princípios da lei.
A Câmara continua aberta.
Aberta às ideias, às críticas e, principalmente, à construção conjunta.
Seguimos firmes, com respeito e responsabilidade, para fazer o melhor por Palmeira.
A fala de Diego Zanetti foi recebida como um gesto de equilíbrio e responsabilidade institucional, reforçando o compromisso da Câmara de Palmeira com a transparência, a legalidade e a escuta ativa da população.




























