Vereador Fabiano Catharina (PL) - Foto - Câmara Municipal de Palmeira

O vereador Irmão Fabiano (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal na sessão desta terça-feira (25) afirmando falar não apenas como representante do povo, mas também como “servo de Deus”. Visivelmente entristecido e indignado, ele criticou a prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Segundo o vereador, Bolsonaro sempre representou “valores cristãos”, defesa da família e exaltação do nome de Jesus Cristo. Fabiano lembrou que o ex-presidente “nunca teve vergonha de proclamar publicamente ‘Deus acima de tudo’”, e considera injusto que alguém com tais discursos enfrente um momento tão difícil.

No entanto, a fala contrasta com a realidade jurídica do ex-presidente. Além da condenação por tentativa de golpe, Bolsonaro responde atualmente a 22 processos no STF, dos quais três já evoluíram para inquéritos completos. Entre eles está o caso das “joias sauditas”, em que a Polícia Federal o indiciou por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, após apurar a venda irregular de presentes oficiais que deveriam ter sido incorporados ao patrimônio da União.

Apesar desse cenário, o vereador classificou as ações judiciais como “perseguição” e afirmou que Bolsonaro “sempre combateu a corrupção”. Ele acrescentou que, acima do julgamento humano, existe o “tribunal celestial”, diante do qual cada pessoa prestará contas.

“Não falo movido por política, mas por fé”, declarou Irmão Fabiano. “A palavra de Deus diz que devemos nos compadecer dos que sofrem e interceder pelos que enfrentam aflições. Meu coração se compadece, pois não é só um líder preso, são famílias angustiadas, brasileiros desanimados e um país dividido, necessitando urgentemente da luz de Cristo.”

O vereador encerrou pedindo que Deus abençoe Bolsonaro, a Câmara Municipal, a cidade de Palmeira e “todos aqueles que são presos injustamente”.

O discurso, marcado por forte tom religioso, reforçou apoio ao ex-presidente, mas evitou tratar de forma direta os fundamentos jurídicos que levaram à sua condenação e aos demais processos que ele ainda enfrenta.

Deixe um comentário