Alunos do Colégio Agrícola de Palmeira em visita a exposição "Coisas do Axé" - Foto/Museu Histórico

Está em cartaz desde 15 de novembro, no Museu Histórico de Palmeira, a exposição Coisas do Axé. O lançamento ocorreu durante o mês da Consciência Negra, em celebração à data.

A mostra coletiva reúne o olhar de 30 filhos do terreiro local, Casa do Monjolo, que, por meio da fotografia, registram aspectos como alimentação, musicalidade, costumes e ritos das tradições religiosas de matriz afro-brasileira presentes no município.

Antes da produção das imagens, os participantes passaram por três encontros formativos, que abordaram temas como africanidades e brasilidades, antropologia visual e fotografia. A partir desses conteúdos, cada fotógrafo desenvolveu suas próprias composições, escolhendo figurinos, locações e narrativas visuais alinhadas às suas vivências e pertencimentos.

Com apenas 20 dias de exibição, a mostra já ultrapassou a marca de 300 visitantes. Diversas escolas agendaram visitas guiadas para trabalhar o tema com os alunos durante as atividades da Semana da Consciência Negra, além de um grande público espontâneo.

Segundo o produtor da exposição, Waldir Joanassi Filho (Dizi), o projeto é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. Como contrapartida social, as visitas guiadas têm proporcionado aos estudantes contato direto com elementos da cultura afro-brasileira, contribuindo para desconstruir preconceitos enraizados na sociedade.

Waldir explica ainda que, em comemoração aos 25 anos da Casa do Monjolo, outro projeto está sendo desenvolvido paralelamente, oferecendo oficinas de formação aos alunos que participam das visitas. As atividades incluem percussão, abayomi, estamparia africana, produção de guias e colares, além de uma oficina voltada especialmente às mulheres, dedicada ao uso de turbantes.

Segundo ele, os dois projetos caminham juntos não apenas para marcar os 25 anos do terreiro, mas também para fortalecer a identidade palmeirense e evidenciar a potência negra na formação sociocultural da cidade.

Deixe um comentário