Após mais um Dia Internacional da Mulher, e em ano eleitoral, ainda chama a atenção a baixa representação feminina na política, mesmo com ações afirmativas da justiça federal, como a de cota de gênero.
A medida garante que cada partido preencha os percentuais mínimos de 30% e máximo de 70% de candidaturas para cada sexo.
Embora essa política represente um avanço, ainda há muito a ser feito para ampliar a participação de mulheres nos espaços de poder.
Há 30 anos, entrou em vigor a lei que determinou o sistema de cotas de gênero para o registro das candidaturas.
Com alguns ajustes ao longo do tempo, a partir de 2018, o Tribunal Superior Eleitoral passou a fiscalizar de maneira mais intensa possíveis fraudes no cumprimento da regra.
Mesmo assim, a baixa representação feminina na política persiste, como é o caso de Palmeira, onde dos 11 cargos de agentes políticos eleitos pelo voto popular, somente um é ocupado por mulher.
Os outros dez são todos por homens, e brancos.
Destaque-se que desde 2008 até 2024, durante 16 anos, portanto, todos os 11 cargos de agentes políticos eleitos foram ocupados por homens.
Ainda, que em toda a história de Palmeira apenas cinco mulheres ocuparam cadeiras na Câmara Municipal e somente uma vice-prefeita figurou no Poder Executivo.
Segundo especialistas, as mulheres enfrentam empecilhos que vão do acesso aos espaços de poder; passam pela permanência nesses postos livres da violência de gênero e ainda há dificuldades de ascensão para cargos mais prestigiados.
Uma das saídas apontadas é a reserva de cadeiras no Legislativo no patamar de pelo menos 30%, como acontece em vários países.
Segundo dados do TSE, nas últimas eleições gerais, em 2022, do total de 513 deputados federais eleitos, as mulheres ocuparam 91 cadeiras, 18% do total.
Os homens, com 422 vagas, ficaram com os 82% restantes.
Entre as mulheres, houve aumento de 14 vagas em relação a 2018.




























