A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o projeto de lei de autoria do deputado Ney Leprevost, que reconhece a broa de centeio como patrimônio de natureza imaterial do Paraná.
A proposta valoriza um dos símbolos mais tradicionais da gastronomia local e reforça a preservação da cultura alimentar do Estado.
A broa de centeio já tinha título de Patrimônio Cultural Imaterial de Curitiba.
O reconhecimento foi concedido pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural em março do ano passado.
A broa de centeio é um alimento bastante apreciado também pela população de Palmeira, e pode ser encontrado com facilidade em comércios locais, além de produzida no ambiente doméstico.
A broa de centeio faz parte da identidade alimentar em vários municípios da região Centro Sul do Paraná há mais de 150 anos.
Introduzida por imigrantes da Europa Central no final do século 19 — especialmente poloneses, alemães, russos, bielorrussos e ucranianos — a receita foi sendo adaptada ao longo do tempo, ganhando características próprias, como a mistura de centeio com trigo e o uso de fermentação natural.
Essas mudanças ocorreram principalmente entre as décadas de 1920 e 1940, período marcado pelo racionamento do trigo.



























