Marcha de abertura da 21ª Jornada de Agroecologia, em dezembro de 2024. Foto: Leandro Taques

A 22ª edição da Jornada de Agroecologia terminou no domingo (10), em Curitiba, com o anúncio de uma carta pública à população.

O documento, intitulado “Por Vida, Justiça Social e Soberania dos Povos”, apresenta a análise e as lutas que são consensos entre as mais de 60 organizações, do campo e da cidade, que compõem a organização da Jornada.

A carta afirma o papel da agroecologia diante do contexto de agravamento da crise climática e ambiental global.

Ao longo dos cinco dias de programação, a Jornada apresentou a agroecologia como “caminho para superação do modelo do agronegócio, com foco na produção de alimentos saudáveis, na justiça social e no enfrentamento da crise ambiental e climática”.

Ao longo do documento, foram elencadas as principais pautas de luta do movimento agroecológico do Paraná: contra a crise climática e em defesa da terra; a urgência do avanço tecnológico para a produção agroecológica; por democracia e justiça econômica; contra o imperialismo e o capitalismo predatório; por solidariedade internacional, em especial ao povo palestino e cubano; contra os agrotóxicos e transgênicos; pelo fortalecimento da participação das mulheres e jovens na agroecologia; e proteção a quem defende o direito à terra, território e meio ambiente.

As organizações também reafirmaram a denúncia contra o chamado Projeto de Lei 2.159/2021, apelidado de “PL da Devastação”, que pretende flexibilizar regras do licenciamento ambiental, abrindo caminho para a expansão de obras com alto impacto, como rodovias, barragens e monoculturas.

Este ano o evento também contou com o apoio da Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal do Rio Grande e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

A Jornada é realizada pela Associação de Cooperação Agrícola e Reforma Agrária do Paraná com o patrocínio do Sebrae, Itaipu Binacional, Fundação Banco do Brasil e Governo Federal.

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