Principal cultura de inverno no Paraná, o trigo começou a ser colhido nesta semana.
De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, publicado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), foram retirados menos de 0,5% dos 833 mil hectares dedicados à cultura nesta safra.
A projeção feita em julho é de aproximadamente 2 milhões e 600 mil toneladas.
As áreas colhidas, especialmente na região de Londrina, apresentaram produtividade dentro do normal, mesmo sendo uma das regiões mais afetadas pela frente fria do final de junho.
Segundo o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, evolução dos trabalhos de colheita poderá revelar uma realidade diferente, mas o resultado inicial dentro da normalidade é um ponto a se comemorar.
Ele destacou também a qualidade do produto retirado do campo, que deve corresponder à classificação prevista no momento da escolha da variedade pelo triticultor.
Mais da metade é apta a gerar trigos da classe “pão” e um pouco menos da metade, trigos da classe “melhorador”.
Os produtores que estão colhendo com produtividade normal e boa qualidade têm uma margem de rentabilidade positiva, mesmo que pouco expressiva, sobre os custos variáveis.
Os preços médios estão em R$ 76,00 a saca, com pequeno recuo em relação a julho, mas repetindo quase o mesmo valor obtido no ano passado.
Destaque-se que em Palmeira, a produção de trigo na safra 2024 atingiu 29 mil e 070 toneladas, com valor comercializado de R$ 36 milhões 357.
Na safra anterior, de 2023, a produção foi de 27 mil 709, com valor de comercialização de R$ 28 milhões 286 mil.
Embora o aumento da produção em 1.361 toneladas, ou pouco menos de 5%, o valor de comercialização aumentou R$ 8 milhões 071 mil, o que representa aumento de 29% de uma safra para a outra.































